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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Música em nossas vidas

Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco de uma árvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta.

Tudo na natureza tem musicalidade. O vento dedilha sons na vasta cabeleira das árvores e murmura melodias enquanto acarinha as pétalas das flores e os pequenos arbustos.

Quando se prepara a tempestade, ribombam os trovões, como o som dos tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes.

Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o burburinho de quem bebe com pressa.

Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio.

Tudo é som e harmonia na natureza. Mesmo quando os elementos parecem enlouquecidos, no prenúncio da tormenta.

E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo eterno que embala a gênese dos astros e das humanidades.

Em tudo há ritmo, harmonia, musicalidade.

Em nosso corpo, bate ritmado o coração, trabalham os pulmões em ritmo próprio, escorre o sangue pelas veias e artérias.

Tudo em tempo marcado. Harmonia.

Nosso passo, nosso falar é marcado pelo ritmo.

A música está na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos música em nossa intimidade. Somos música.

Por isso é que o homem, desde o princípio, compôs melodias para deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar os mortos.

Também aprendeu que, através das notas musicais, podia erguer hinos de louvor ao Criador de todas as coisas.

E surgiu a música mística, a música sacra, o canto gregoriano.

Entre os celtas, era considerada bem inalienável a harpa, junto ao livro e à espada.

Eles viam na música o ensinamento estético por excelência, o meio mais seguro de elevar o pensamento às alturas sublimes.

Os cristãos primitivos, ao marcharem para o martírio, o faziam entre hinos ao Senhor. Verdadeiras preces que os conduziam ao êxtase e os fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum.

O rei de Israel, Saul, em suas crises nervosas e obsessivas, chamava o pastor Davi que, através dos sons de sua harpa, o acalmava.

A música é a mais sublime de todas as artes. Desperta na alma impressões de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida. Por isso ela é a própria voz do mundo superior.

A voz humana possui entonações de uma flexibilidade e de uma variedade que a tornam superior a todos os instrumentos.

Ela pode expressar os estados de espírito, todas as sensações de alegria e da dor, desde a invocação de amor até às entonações mais trágicas do desespero.

É por isso que a introdução dos coros na música orquestrada e na sinfonia enriqueceu a arte de um elemento de encanto e de beleza.

É por isso que a sabedoria popular adverte: Quem canta, seus males espanta!

Cantemos!
 

Redação do Momento Espírita, com trechos do cap. VII do livro
O espiritismo na arte, de Léon Denis, ed. Arte e cultura.
Em 19.07.2012

terça-feira, 2 de abril de 2013

Aniversário de Chico Xavier


Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo, interior de Minas Gerais, no dia 2 de Abril de 1910 numa família humilde. 

Foi um dos mais conhecidos espíritas do Brasil.

Foi educado na fé católica, mas teve seu primeiro contato com os Espíritos desencarnados aos 4 anos de idade.

Sua mãe desencarnou quando ele tinha 5 anos de idade. 

O pai, sem ter condições de criar os 9 filhos, os distribuiu entre os familiares.

Chico ficou por 2 anos na casa da madrinha Rita de Cássia que logo se mostrou cruél ao aplicar-lhe torturas terríveis.

O espírito da mãe desencarnada aparecia para ele e recomendava "paciência, resignação e fé em Jesus".

O pai casou-se novamente e a madrasta Cidália exigiu reunir os 9 irmãos. O casal teve mais 6 filhos. Chico começou a vender legumes da horta da casa para ajudar na despesa.

Chico era motivo de chacota na escola por ver e falar com espíritos. O pai pensou em interná-lo, mas o padre Scarzelli disse que era apenas "fantasias de menino". Aconselhou que ele começasse a trabalhar. Então, ingressou como operário em uma fábrica de tecidos, onde foi submetido à rigorosa disciplina do trabalho fabril, que lhe deixou sequelas para o resto da vida; depois foi servente de cozinha no bar de Claudovino Rocha; caixeiro no armazém de Felizardo Sobrinho e aposentou como inspetor agrícola na Fazenda Modelo, onde trabalhou de 1930 até ao final dos anos 1950. Hoje, a Fazenda Modelo tornou-se o Espaço Cultural Chico Xavier.

Em 1924 terminou o curso primário e nunca mais voltou a estudar.


Quando ele estava com 17 anos sua madrasta desencarnou e ele começou a estudar o Espiritismo.

Sofria com doença complexa nas vistas: o deslocamento do cristalino e estrabismo. Sofreu crises de angina e dois enfartes. 

Em 1931 teve o primeiro contato com Emmanuel e publicou o primeiro livro "Parnaso de Além Túmulo".

Psicografou mais de quatrocentos livros, e nunca admitiu ser o autor de nenhuma obra. Pois insistia dizer que reproduzia o que os espíritos ditavam. 

Nunca aceitou o dinheiro lucrado com a venda de seus livros, doando os direitos autorais para instituições espíritas. 

A venda dos livros ajudava e ainda ajuda pessoas necessitadas. 

O seu nome foi muito conhecido no Brasil, por sua humanidade e assistência ao próximo.

Chico dizia que gostaria de desencarnar no dia em que o povo brasileiro estivesse feliz. Seu pedido foi atendido. Ele desencarnou em 2002 já com 92 anos de idade no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo. Merecimento por tantos anos de dedicação a causa espírita cristã. 

Pensou até o último instante na dor alheia e mostrou mais um ato de humildade. Não queria a atenção só para si. 
Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2012/04/aniversario-de-chico-xavier.html