Curta nossa FanPage no Facebook e receba atualizações. Ir!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Helton Gudin é entrevistado pela Abrarte

‘A música é uma ferramenta extraordinária de divulgação do Espiritismo’


Helton Gudin de Souza é natural de São Paulo, mas reside em Taubaté desde 1981. Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, pela Unitau, e pós-graduado em Gestão Empresarial, FGV. Técnico de gravação e professor de música (canto e violão), é proprietário do Espaço Integrado de Arte (escola de arte) e do HG76 (estúdio de áudio). Atualmente cursa Licenciatura Plena em Música, na UNIMES, e Canto Lírico, no Conservatório Fêgo Camargo. Já fez diversos cursos de gravação, edição (Pro Tools), mixagem e masterização de áudio no IATEC/RJ. É membro fundador do Änïmä, banda espírita de Taubaté. É associado da Abrarte desde novembro de 2011.

1. Como você começou seu trabalho com arte espírita?
Na Mocidade Espírita, tocando violão, cantando as músicas que desde sempre me encantaram. E na sequência, formando o Änïmä.

2. Como você define a arte espírita?
Difícil... Posso tentar definir arte espírita como sendo a arte feita por artistas-espíritas para divulgar o Espiritismo e seus preceitos. Na prática, o termo Arte Espírita, talvez, sirva apenas como um rótulo, um gênero, uma forma de nos situarmos dentro da proposta de jungirmos Arte e Espiritismo. Digo isso pois o conceito de Arte, por si, já é extremamente subjetivo e variável. Arte é arte, independente de uma nova nomenclatura que possamos utilizar. E ela, a arte, continuará exigindo a mesma dedicação, estudo, disciplina, entendimento, liberdade de criação e expressão, anos de aprendizagem e experiência, tanto em sua concepção natural, por assim dizer, quanto na divulgação do Espiritismo. Se não observarmos isso, acredito que corremos o risco de banalizar e desqualificar tanto a Arte quanto o Espiritismo.

3. Você é um dos fundadores do Änïmä. Poderia nos contar um pouco sobre a trajetória deste trabalho?
O início de tudo ocorreu em 1998. Sempre estivemos ligados à mocidade espírita, fosse participando, coordenando ou evangelizando. E daí surgiu a idéia de utilizar a música, de forma mais expressiva, como uma ferramenta a unir, motivar, aproximar mais as pessoas ao trabalho da evangelização da casa que freqüentávamos na época. Organizamos um grupo de vozes, acompanhado de trombone, violino, violões, gaita e o que tivéssemos disponível para tornar o resultado diferente do que geralmente é proposto e executado no movimento espírita, agradável e qualitativo. Entre os anos de 2002 e 2003 recebeu o nome atual, e já havíamos participado de inúmeros eventos por nossa região, dividindo o palco com amigos muito caros: Ariovaldo Filho, Marielza Tiscate, Moacyr Camargo, Toque na Alma. A partir de 2004 reformulamos tudo e o projeto de gravar o primeiro CD surgiu, culminando no seu lançamento em 2007. Em 2008 era para termos lançado um CD e um DVD, porém os planos de Deus foram outros. Conseguimos concluir esse CD agora em 2012. Outro CD sai ano que vem, assim esperamos, e talvez, quem sabe, o DVD também.

4. Como é o trabalho da banda hoje? Além de shows, vocês também tem uma rotina de trabalho na casa espírita?

Temos dois shows montados: Novo Tempo e Futuro Presente. Fazemos também apresentações mais simples nas casas espíritas em eventos como palestras, seminários e reuniões públicas, quando a atividade como banda não é adequada ao propósito. E todas as sextas-feiras estamos presentes no Centro Espírita Caminho de Luz procurando harmonizar e evangelizar pela música.

5. O Änïmä lançou em agosto último o novo CD “Futuro Presente”. Fale sobre este novo trabalho.
Foi um trabalho que levou 4 anos pra ser finalizado. Fizemos com muito carinho, dedicado às crianças e aos jovens. O lançamento ocorreu no XI AME [Arte no Movimento Espírita], no Rio de Janeiro. Era um desejo e uma promessa nossa, e foi uma correria doida, porque iniciamos as gravações de fato no fim de maio, e ainda tínhamos que mixar, masterizar e replicar os CDs. Gostamos muito do resultado sonoro, das histórias e canções que compusemos para ele. E ainda fomos agraciados com a possibilidade de gravar as músicas Depende de Você, de Eduardo Barreto, e Oração, de Marielza Tiscate. É possível conferir um pouco deste álbum em nosso site [www.anima.mus.br].

6. Como você vê a música na difusão da Doutrina Espírita?
É uma ferramenta extraordinária na divulgação do Espiritismo, de fácil assimilação e propagação. Precisa ganhar mais espaço nas casas espíritas, assim como nos eventos adequados a receber artistas e bandas sem as limitações que encontramos hoje. Percebo que algumas dificuldades e barreiras do passado estão se enfraquecendo, o que tende a fortalecer mais seu uso na difusão do Espiritismo. Quem está na estrada há mais tempo lembra o quanto era difícil, alguns anos atrás, produzir um evento de música espírita ou se apresentar. Ainda bem que tudo evolui.

7. E sobre Änïmäfest, poderia falar sobre este evento?
É um braço de nossas atividades. Queremos com esse evento, que deve ser realizado várias vezes durante o ano, difundir a arte espírita, nas mais variadas expressões: dança, teatro, música, e o que mais aparecer. Para esse primeiro momento estamos trazendo nossos amigos do Rio de Janeiro, como a Cia. Amigos da Luz, com a peça Morrendo e Aprendendo. Ano que vem já temos duas palestras com Luiz Márcio Arnaut agendadas. Estamos agora estruturando o evento de música, que deve ocorrer em abril. A idéia é realizar o evento em várias cidades do Vale do Paraíba e onde mais for solicitado.


Fonte: Abrarte

Nenhum comentário:

Postar um comentário