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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A face masculina de Deus: a transcendência e o vazio


“Quem é meu pai? Qual a fonte de minha existência? Quais são minhas raízes? Quem é o princípio dos mundos, a origem das coisas? Qual a origem do Ser que me faz ser?” (1)

Todas estas questões nos remetem a Deus. Mas qual Deus?
Aqui se trata do Deus de Jesus, do “Nosso Pai”.

E para fazermos esta relação de filiação é necessário antes passarmos pela experiência do vazio, viver o deserto dos questionamentos, termos nossas questões mais vivas e candentes não respondidas, e nossos desejos frustrados, portanto. Este Pai é aquele que não pode ser redutível àquilo que posso sentir, amar e pensar. Ele é o totalmente “Outro”. Ele não é feito a minha imagem e semelhança. Ele é exatamente o que me diferencia e me dá um nome.

Então a partir disso, podemos estabelecer uma relação com esta Fonte Criadora. Ela me tira do pó e me eleva sobre o terreno para caminhar e me faz lembrar que se nossos pés estão enraizados na terra, nossas cabeças tocam o céu.

Deus não é uma coisa. Ele é um nada. Estando em todo lugar, está em lugar algum.
Ninguém o possui. Tanto melhor que assim seja.

Daniel M. Oliveira

(1) Ver Leloup, J.-Y. 2008. Deus não existe! (...eu rezo para ele todos os dias). Editora Vozes.

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