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sexta-feira, 30 de julho de 2010

ÄNÏMÄ na cerimônia de premiação


Hoje, 30 de julho, por volta das 13h, tivemos na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o ato solene do 4º Prêmio GRC Qualiyy Music 2010.

Os vencedores de todas as categorias receberam seus certificados das mãos dos produtores e políticos presentes ao evento.

Amanhã tem mais. E estaremos lá.

Änïmä

quinta-feira, 29 de julho de 2010

4º PRÊMIO GRC QUALITY MUSIC

"Boa Noite ao Responsável pela Banda ÄNÏMÄ,
É com muita satisfação que informamos que a banda foi selecionada a receber o "TROFÉU GRC QUALITY MUSIC 2010 - MÚSICA INDEPENDENTE" na categoria "BANDA REVELAÇÃO 2010" em meio a mais de 3.630 inscrições de todo o Brasil".

Assim começa o e-mail nos dando a notícia de que vencemos, na categoria de banda revelação, o  4º PRÊMIO GRC QUALITY MUSIC.

Para nós uma imensa alegria. Nos inscrevemos nos últimos dias com a música Na Onda da Vida, atendendo a uma "dica" do alto.

Muito importante não só para nós, mas para o Movimento Espírita, e para a arte espírita, ainda com pouco espaço dentro do próprio movimento espírita.

Ser reconhecido entre tantos trabalhos musicais dos mais variados estilos é gratificante.

Segue mais um trecho do e-mail:

"A Banda obteve a classificação e seleção pela comissão organizadora do “4º Prêmio Grc Quality Music 2010” composta por quatro Produtores Musicais, dirigidos pelos Diretores Musicais Carlinhos Borba Gato e Eduardo Prata devidamente inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil sob o registro n.º 51.413 - CRE/SP. 

A banda foi escolhida por sua musicalidade, originalidade e pela imensa contribuição musical ao AVIVAMENTO DO CENÁRIO MUSICAL INDEPENDENTE DO PAÍS".

Amanhã, 30 de julho, às 13h, ocorrerá o Ato Solene de entrega dos Certificados e estaremos lá, no Palácio 9 de Julho.

Em breve fotos e mais informações.

Um grande abraço!

Änïmä

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Espiritismo era crime


Espiritismo era crime no Código Penal de 1890, punido com até 6 meses de prisão
Artigo 157 também previa multa de até 500 mil réis.
Espíritas foram processados por 'atentar contra a saúde pública'
.
A partir de 1890, ser espírita no Brasil era crime punido com multa e detenção de 1 a 6 meses. Nem a declaração do país como Estado laico, em 1891, ajudou. Antes da República, os espíritas eram alvos costumeiros de ataques da imprensa, reclamações de médicos e oposição da Igreja Católica. Depois, com Constituição republicana e tudo, ficou ainda pior.
Espíritas também teriam sido usados como bodes expiatórios para diminuir a oposição do catolicismo ao regime republicano
A situação nada confortável é um dos temas tratados pela socióloga Célia da Graça Arribas em sua dissertação de mestrado, defendida na USP em 2008 (“Afinal, espiritismo é religião? – A doutrina espírita na formação da diversidade religiosa brasileira”, trabalho orientado pelo professor Flávio Pierucci).
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-05012009-171347/ - Clique aqui para baixar a íntegra da dissertação (226 páginas, formato .pdf)
 "Apresentar o espiritimo como religião era visto como solução portadora de uma segurança legal que era sentida como premente para a existência do movimento em chão brasileiro"
Contradições
Na primeira Carta republicana, promulgada em fins de fevereiro de 1891, o artigo 72 previa que “todos os indivíduos e confissões religiosas podem exercer pública e livremente o seu culto”.
Um ano antes, um decreto (o 119-A) já instituía plena liberdade religiosa: “É prohibido à autoridade federal, assim como à dos Estados federados, expedir leis, regulamentos, ou actos administrativos, estabelecendo alguma religião, ou vedando-a, e crear differenças entre os habitantes do paiz, ou nos serviços sustentados à custa do orçamento, por motivo de crenças, ou opiniões philosophicas ou religiosas”.
Mas entre uma norma e outra, em 1890 o Código Penal tornou o espiritismo, por não considerá-lo uma religião, assunto para delegacias de polícia. “Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilegios, usar de talismans e cartomancias para despertar sentimentos de odio ou amor, inculcar cura de molestias curaveis ou incuraveis, emfim, para fascinar e subjugar a credulidade publica [art. 157, na grafia da época]” era crime punível com “prisão cellular por um a seis mezes e multa de 100$000 a 500$000 [100 mil a 500 mil réis]”.
“Prisão celular” é o mesmo que privação de liberdade, em regime fechado, cumprida em penitenciária. A multa máxima correspondia a cerca de US$ 270 pelo câmbio de 1890. Segundo Célia, os efeitos práticos desse artigo se estenderam até a década de 1960 (mesmo com as alterações do Código de 1940, vigente até hoje).
A norma – que associa o espiritismo a rituais de magia e adivinhações – refletia a pressão do clero católico, dos positivistas e até mesmo da classe médica, “temerosa da disseminação sem controle do curandeirismo”.
Por outro lado, os espíritas também foram usados como bodes expiatórios para diminuir a oposição do catolicismo ao novo regime, causada pelo desatrelamento entre a Igreja e o Estado. Em consequência do novo Código Penal, vários espíritas foram presos a partir de 1891. Em muitos processos, foram acusados de “atentar contra a saúde pública”.
A socióloga defende que a reivindicação do caráter religioso do espiritismo durante a primeira República representou justamente a escolha de uma via de legitimação social. Esse caráter religioso não era algo definido desde o início do espiritismo – nem na França, nem no Brasil. "Apresentar o espiritismo como uma religião era visto como solução portadora de uma segurança legal que era sentida como premente para a existência do movimento espírita em chão brasileiro", escreve Célia.
Fonte: globo.com / G1

sábado, 5 de junho de 2010

Viajante do Universo

Hoje estamos aqui em missão muito importante e de um grande prazer: divulgar o trabalho de nosso querido amigo Denis Soares, ou Viajante do Universo.

Nas palavras dele a definição do trabalho: "Que é o Viajante do Universo? É para nós simples ocasião de trabalho a brotar de pequena idéia e só existe porque Deus nos concedeu o ensejo de com Ele co-criar, fazendo arte que disciplina e ameniza a jornada".

Conheçam mais sobre esse excelente trabalho através do site:

http://www.viajantedouniverso.org.br/

Bom feriado!

Änïmä

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nosso Twitter

Timidamente estamos no Twitter desde de dezembro de 2009.

Mas só agora estamos divulgando. É a vida cheia de afazeres... mas em tempo!

O endereço é:

http://twitter.com/anima_musica

Pretendemos divulgar muitos assuntos por ali.

Inclusive sorteio de CDs! mas só pra quem estiver ali... nos seguindo.

Pra quem gosta de ajudar a divulgar fica aqui nosso pedido.

Aí, já aproveita e divulga o site também.

É isso!


Änïmä

domingo, 23 de maio de 2010

Vem aí: 9º AME

O pessoal do CEHA já está na ativa com os preparativos para o 9º AME - Arte no Movimento Espírita.

Ano passado, o 8º AME, foi maravilhoso: estrutura, público, trabalhos de música e arte,  divulgação etc.

O tema escolhido, segundo as informações que temos, para essa edição é "Um Homem uma Obra de Arte".

Uma das ferramentas para comunicação e divulgação, já utilizada em edições anteriores, foi o blog:

http://ame-artenomovimentoespirita-rj.blogspot.com/

Para esse ano, Wagner & Cia, prepararam uma surpresa, um site! Para acessar clique no link abaixo:


http://sites.google.com/site/artenomovimentoespiritarj/

Ajude a divulgar o evento e a proposta.

Nós do Änïmä, nos sentimos parceiros, quase sócios, hehehe, e estaremos divulgando pelo site, pelo blog e por nossa newsletter. Nos sentimos felizes em poder divulgar esse evento que  faz tão bem a mente e ao coração.

Desde já estaremos vibrando pelo sucesso do evento, torcendo pra que tudo transcorra na mais absoluta paz!

Änïmä

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A arte na espiritualidade


15 de novembro de 1921


Fico contente em poder lhes falar de uma arte que foi minha constante preocupação. Cem vezes vocês têm razão de defender a causa da arte e de colocá-la em paralelo na Terra e no espaço. A arte tem essência divina, é uma manifestação do pensamento de Deus, uma radiação do cérebro e do coração de Deus transmitida sob- a forma artística.
Porém muitas coisas do plano divino não podem ser transmitidas aos homens. A arte, sob a forma de inspiração, faz parte desse todo maravilhoso que compõe o universo. É o lampejo, ou, antes, a centelha que estabelece a relação entre Deus e suas criaturas.
Vocês poderão se perguntar quais são os reflexos que guardamos da arte após termos passado por uma série de existências em diferentes mundos. Vou tentar lhes dizer.
Na Terra a arte é ainda pouca coisa, e vocês se contentam com isso. A arte existe em todos os domínios: no do pensamento, da escultura, da música. É nesta última que ela melhor se manifesta e torna-se acessível a mais cérebros. Primeiramente, quando o espírito humano encarna na Terra e leva consigo - seja de sua vida no espaço, seja em conseqüência de um trabalho anterior em vidas terrestres - certa noção de ideal estético, tão logo ele chega à maturidade na vida terrestre sua bagagem artística exterioriza-se sob a forma de inspirações reunidas a uma qualidade mestra que chamaremos de gosto reunido ao sentido do belo. Eis, pois, o artista criado e apto a trabalhar sobre a matéria.
Quando esse artista completa uma vida de trabalho, retorna ao espaço. Lá, sai de seu ser uma infinidade de pensamentos que ele deseja concretizar. Nesse meio fluídico ele terá todo o material necessário para reconstituir o que seu pensamento aprisionado na carne não pôde realizar numa única existência.
O espírito não possui órgão visual, porém o pensamento reúne todos os sentidos. Primeiramente ele revê em sua memória as mais belas coisas que lhe impressionaram o cérebro na existência precedente. Se ele viveu em um meio elevado, graças às diretrizes adquiridas, os quadros que desfilarão em seu pensamento serão verdadeiramente inspirados pelo culto do belo. Portanto, nosso ser espiritual, através de seu trabalho, será em pouco tempo transportado a um meio fluídico suficientemente puro, desligado de parcelas materiais, e lá ele poderá receber, pela recordação, o reflexo artístico de suas vidas anteriores. Pelo simples querer, tudo se concretizará com o auxílio dos fluidos ambientes. Era pintor esse espírito? Seu pensamento refletirá os quadros dos mestres que conheceu e amou. Era ele escultor? As formas antigas ou clássicas, ou as de sua época aparecerão na tela de seu pensamento. Depois, com o tempo, outros espíritos, não atraídos pela arte, mas desejosos de se elevarem a um plano superior, agrupar-se-ão em torno dos seres que, por seu trabalho e elevação, pairam em regiões fluídicas mais puras. Esses seres, que se aproximam do artista, receberão mais facilmente o pensamento deste último; através de um trabalho prolongado estabelecer-se-á uma fusão do espírito do profano com o espírito do artista. Pouco a pouco o profano receberá em sua mente os quadros e as cenas artísticas de seu mestre espiritual e poderá, então, experimentar alegrias estéticas muito grandes e tornar-se, ele próprio, artista em uma futura existência, uma vez que terá retirado para si os primeiros elementos da arte no contato com um ser mais adiantado do que ele.
É assim, em geral, que os meios artísticos se perpetuam da Terra ao espaço, do espaço a Terra, e em outros mundos, pois existem muitas esferas onde os meios de criação artística são mais ricos do que no globo terrestre.
Devo acrescentar que os espíritos, através de trocas de pensamentos, podem criar formas com o auxílio da gama de cores, que é infinita no espaço: quanto mais elevados são os planos, mais desenvolvida é a gama de cores.
Na atmosfera terrestre não podemos exteriorizar nosso pensamento de maneira nítida e precisa. É como  se quisesse projetar o pensamento sobre uma tela cinzenta, em vez de sobre uma tela branca.
Às vezes os espíritos se reúnem entre si, trocam formas através de seus pensamentos, criam quadros variados. Se entre eles encontra-se um espírito que viveu em um mundo superior, ele faz com que seus irmãos menos privilegiados aproveitem os recursos artísticos que ele pôde adquirir. O criador dessas cenas tem o poder de destruir imediatamente o que seu pensamento criou. Essas cenas são, portanto passageiras e pessoais ao espírito; porém aqueles que têm o desejo de elevação podem tirar proveito dessa projeção artística, constituída pela combinação das moléculas fluídicas retiradas do meio ambiente.

O Esteta

terça-feira, 18 de maio de 2010

Blog ok!

Olá, amigos!

Estamos de volta com o Blog!

Quero agradecer ao Joseval da Plenus pelo auxílio. Obrigado!

Daqui a pouco postamos uma nova matéria.

Aguardem!

Änïmä

domingo, 7 de março de 2010

ÄNÏMÄ NA COMEVALP 2010 - Algumas imagens...

Aqui vão algumas imagens de nossa apresentação na Comevalp de 2010. Em breve mais imagens em nosso álbum.


Um público jovem muito feliz e empolgado.

Abrimos o show com clássicos do encontro: Guliali e Casa Torta.


Apesar do calor, todo mundo pulou, dançou, cantou... enfim, vivificamos a Alegria Cristã!
Depende de Você, de Eduardo Barreto, foi cantada em coro. Foi de arrepiar!

 
A alegria foi tanta que quase desmaterializamos! hehehe...

 
Confiram mais no álbum em breve!





quinta-feira, 4 de março de 2010

O dai de graça o que DE GRAÇA recebestes

“Pretender dar uma coisa a preços impossíveis, sem prejuízo, é ocultar especulação. Fazer ainda mais: dar de graça a título de excesso de zelo, a título de brinde, todos os elementos de uma doutrina sublime, é o cúmulo da hipocrisia. Espíritas, tomai cuidado!”
Allan Kardec

Eu já escrevi sobre este tema, mas nunca é demais voltarmos a ele, já que se trata de um dos temas que mais causam desagregação entre os espíritas, mal entendidos, raivas, censuras, proibições de alguns expositores fazerem palestras no “meu centro” e uma desarmonia enorme.

A partir do momento que a religião tradicional impôs que questões de fé não devem ser discutidas, tem que ser aceitas, porque são dogmas, muita gente se acha desobrigado de analisar as coisas profundamente e aceitam tudo o que lhe é imposto. Não é somente no meio católico que se vê isto não, em nosso movimento espírita, recheado de "espiritólicos", também encontramos isto, aos montes.

Em novembro de 1997, participando da reunião do Conselho Espírita Nacional, na FEB, em Brasília, eu fui dizer que a questão 424 de O Livro do Espíritos continha um equívoco e mereceria uma nota de rodapé nas traduções da FEB, bem como nas demais. Foi um “Deus nos acuda”, e caíram de pau em cima de mim, a começar pelo então Presidente da FEB, o Dr. Juvanir Borges, que depois, no mesmo dia, teve a dignidade de me pedir desculpas pela forma como me tratou no plenário. Que bom se todos os homens tivessem o nível que ele teve.

Gente, o que custa a gente ter calma e paciência diante de qualquer afirmativa, de quem quer que seja, e pedir à pessoa para explicar melhor e, se possível, provar o que está dizendo?

Por que temos que sair julgando logo, baixando o cacete, como se fôssemos os detentores da verdade absoluta e exclusiva? Por que não abrimos mão do instinto de orgulho absurdo que muitos de nós temos, que não nos dá espaço para pensar e raciocinar em cima de cada caso?

Convido aos amigos a não necessariamente absorverem o que pensa o Alamar, só porque gostam dele, mas pelo menos, raciocinarem em cima das argumentações que vou colocar aqui, acerca desta questão do “Dai de graça o que DE GRAÇA recebestes”.

Sei que raciocinar não é o forte de muita gente, já que o julgar é bem mais forte, mas insisto, porque tem muita gente que raciocina mesmo.

Por acaso, Jesus disse: “Dai TUDO o que vocês tem, de graça”?      

Não, ele ensinou o “Dai de graça, o que DE GRAÇA...” vejam bem, ele deixou bem claro o que DE GRAÇA, nós recebemos.

Mas a intolerância, a atrofia mental e a má vontade de alguns confrades nossos insiste em atacar outros companheiros, valorosos, pelo fato de realizarem eventos ou qualquer atividade espírita, que envolva dinheiro.

- “Está mercantilizando a doutrina!!!!”

- “Está querendo ficar rico às custas do Espiritismo!!!”

- “Está querendo usar o centro em proveito próprio!!!”

- “Está querendo ganhar dinheiro à custa dos espíritas!!!”

Frases, como estas, temos escutado a todo momento, desde os tempos de Kardec, já que ele foi a primeira vítima dessa acefalia de grande parte do nosso movimento. Vejam bem: Ele mandou imprimir livros espíritas em gráficas, livros editados por ele, pagou com dinheiro dele, e teve que vender, para ressarcir o valor que gastou.

A gráfica, em sua época, não imprimiu os livros DE GRAÇA para ele, porque ela não conseguiu papel de graça, não conseguiu tinta de graça, não conseguiu profissionais gráficos para trabalhar de graça.

Relembremos Jesus: É para darmos de graça, o que DE GRAÇA recebemos.

Ora, se Kardec PAGOU para ter os livros, e não pagou barato, porque naquele tempo a impressão de livros era bem mais cara que nos dias atuais, o que continha na caixa encefálica dos espíritas da época que foram tão cruéis para com ele, pelo fato dele vender os livros, na divulgação que fazia da doutrina, e não dava de graça?

Tem outro detalhe que faço questão de repetir: Ele pagou com DINHEIRO DELE e não dinheiro do movimento, porque naquele tempo, como ainda nos dias atuais, o movimento não era de ajudar em nada, principalmente na divulgação, preferindo sempre criticar e atacar os que fazem, como fizeram com ele. Se você quiser saber como a coisa foi, leia esse livro da foto aí ao lado, que é o OBRAS PÓSTUMAS, que também faz parte da codificação.

É muito comum você encontrar centros espíritas que obedecem orientações da diretoria que diz: “Aqui não é permitido vender nada, não se pode permitir ninguém vir fazer propaganda de nada, falar sobre nada que seja vendido”. No entanto, no mesmo centro, você tem uma livraria VENDENDO livros e uma cantina VENDENDO refrigerantes, bolos e salgadinhos. Os livros não são dados de graça e nem os refrigerantes.

Que diabo de coerência é essa?

Outro dia, conversando com um desses arautos da “moralidade de fachada”, falando sobre este mesmo assunto, eu o coloquei contra a parede, com esta argumentação e ele me disse o seguinte:

- “Ah, Alamar, mas aí é diferente. Nós vendemos os livros e mantemos a cantina, para ajudar nas despesas da casa, que tem conta de luz para pagar, limpeza, papel higiênico e uma funcionária que nós temos, que é remunerada.”

Aí, já que eu não deixo esse tipo de gente sem resposta, questionei, de novo:

- “Por acaso, os outros confrades, que saem divulgando os seus livros e vendendo-os, também não tem as suas instituições espíritas, que também tem contas de luz a pagar e despesas diversas? Ou será que nas cidades deles, as companhias de eletricidade os isentam da conta de luz?”

Para variar, ele se aborreceu comigo, disse que eu sou criador de casos e que só gosto de criar problemas com o movimento. Sempre assim, quando a razão deixa de existir, sempre apelam para esse tipo de expediente.

No tempo que eu fazia o “Espiritismo via Satélite”, era muito comum, de vez em quando, eu receber telefonemas, faxes, cartas e até chamadas de atenção pelos centros espíritas, criticando-me e reprovando-me pelo fato de eu fazer propaganda de livros e vender livros no programa, sob a argumentação de que eu estava mercantilizando a doutrina.

Aí, já que gosto de botar o ridículo dessas pessoas bem exposto, pra todos verem, falei para um desses, em voz alta, certa vez, na Federação Espírita da Bahia, já que a pessoa freqüentava aquela casa que eu adoro:

- “Que bom, Olhe aqui, gente! Seu Fulano está se propondo a me mandar um cheque, todos os meses, para eu poder pagar a Embratel e pagar as outras despesas para manter o programa no ar. Que Deus lhe abençoe, seu Fulano, vamos começar a fazer os cálculos, aqui: Só de Embratel, a despesa é de 16 mil reais por mês, ainda tem o aluguel do imóvel, os equipamentos, os funcionários...”

Ele ficou danado da vida e outras pessoas, também, me repreenderam sob a alegação de que eu havia faltado com a caridade para com ele. 

Medrado faz assim também, e não deixa pra depois.

Falar em Medrado, certa vez um “importante” líder espírita em Salvador, o foi repreender porque ele passou a usar lentes de contatos azuis. Taí a foto dele, ao lado, com os "zóios" azuis.

- “Medrado, isto não fica bem para você, como médium. Isto depõe contra a doutrina, que tem uma moral a zelar. Acho bom você retirar, para impor respeito”.

Claro que o médium não tirou, já que uma lente de contato nada mais é que um óculos sem a tradicional armação e a cor azul simplesmente é uma opção que nada tem a ver com moralidade.

Não demorou muito tempo, num final de semana Medrado foi jantar em um restaurante, conhecido, com amigas trabalhadoras da casa, destes restaurantes que tem também aquelas áreas reservadas, com pouca luz, onde alguns homens levam algumas menininhas para jantar e depois saboreá-las, como sobremesa.

Ao sair da mesa um pouco, para ir ao banheiro, quem é que Medrado vê, sentado numa daquelas mesas, acariciando as mãos de uma bela e jovem garotinha adolescente?

Exatamente o dito cujo, que era casado e também pregava a moralidade e a fidelidade conjugal, na sua instituição espírita.

Já que Medrado, como eu, não dispensa uma oportunidade dessa, foi até ele, com muita caridade e muito fraternalmente:

- “Oi, Fulano, como está você? Como vai Zélia, sua esposa? Como vão os seus filhos?”

- “Medrado, acho que você está enganado... Olha, Medrado, esta aqui é uma amiga...”

A menina ficou danada da vida, deu-lhe uma boa esculhambação e o abandonou no restaurante, tomou um taxi e foi embora. Certamente ele deveria estar dizendo a ela que era separado, viúvo ou solteiro.

É aí que perguntamos: Que tipo de moral esse pessoal prega? E que tipo vivencia?

Não sou contra ninguém namorar, mas quando prega moralidade de fachada, é terrível.

Meu amigo e minha amiga: Recentemente eu tive um debate pesado, pela internet, com um desses hipócritas, de marca maior, lá de Belo Horizonte, que se diz espírita há mais de 40 anos, é articulista de um jornal espírita editado por um querido amigo meu, mas tem um certa raiva (ou inveja) do Divaldo Franco e resolveu disparar um montão de mísseis contra a TV CEI e contra a FEB, falando um monte de bobagens, expelindo conteúdo fecal em seus escritos, de tudo quanto era jeito.

Ele, assim como outros da sua espécie, critica o Divaldo porque o nosso maior orador sempre faz os seus seminários, ou “work shoppings”, em diversas cidades, eventos esses que são pagos pelas pessoas que desejam assistir.

Raciocine, comigo, sobre esses seminários:

Eles não são palestras que têm duração de apenas pouco mais de uma hora. São eventos que, geralmente, duram de 3 a 4 horas, no horário da manhã e mais esse tempo no horário da tarde. Alguns desses eventos são realizados no sábado e no domingo.

Daí resulta a necessidade da pessoa, participante, ficar sentada durante longos tempos. São aulas, são cursos, são instruções que convidam, inclusive, as pessoas a tomarem notas de coisas. Para isto, se faz necessário um ambiente com um certo conforto, o que leva a coordenação dos eventos a alugarem bons ambientes, auditórios com poltronas e centrais de ar condicionado, principalmente em época de calor.

Eu já fiz vários eventos desses em Belém e tinha que pagar adiantado, com dinheiro do meu bolso, obviamente. Custam caros, esses auditórios, e um dia, num final de semana, está na faixa de mais de 10 mil reais.

De repente eu fico pensando: Será que esses patrulhadores gostariam que esses eventos fossem realizados em praça pública, ou ao ar livre, como a foto ao lado, com as pessoas sentadas no chão, inclusive senhoras e senhores idosos, pegando sol ou talvez chuva, só para atender ao deturpado entendimento do "dai de graça" que eles têm?

Se o auditório não é de graça, porque a energia gasta com as centrais de ar condicionado não é de graça, como os funcionários do ambiente também não trabalham de graça, como é que esses “arautos” da “moralidade” espírita querem que o evento seja de graça?

Tem outros detalhes que você precisa saber:

As pessoas que se inscrevem nesses eventos, nunca reclamam do valor da inscrição e, muito pelo contrário, sempre acham que valeu a pena o dinheiro investido, tamanho o conteúdo obtido e já se dispõem a participar, novamente, na próxima vez que o Divaldo, ou outro expositor, fizer o evento em sua cidade.

De repente aparecem umas pragas, que não tem nada a ver com o evento, que não contribuíram com nada, que não foram chamados para advogar em favor de nenhum participante, a quererem dar opiniões e estabelecerem julgamentos?

Dá vontade de mandá-los para onde, meu caro leitor? Pode ficar com vontade de mandar, porque eu mando, apesar de sermos espíritas. Não somos adeptos da hipocrisia.

O outro detalhe é que, geralmente quando o Divaldo faz um evento deste, em alguma cidade, assim como o Medrado, com suas pinturas mediúnicas, onde os quadros são leiloados, são deixados bons percentuais da renda para a instituição espírita local que promove o evento, o que se constitui como ajuda bastante significativa para a manutenção dessas casas.

E tem outra coisa: A Mansão do Caminho, obra criada e orientada pelo Divaldo, tem mais de 3000 bocas a serem alimentadas, diariamente, tem que ter dinheiro, de qualquer jeito, todos os dias, e invariavelmente esses críticos não fazem parte do universo dos que colaboram com aquela instituição como, certamente, não devem colaborar com instituição nenhuma, porque os seus bolsos não são movidos nunca, haja vista que o único órgão dos seus corpos que tem muito movimento é a língua.

Raciocinemos, todos, portanto, em relação a essa equivocada conceituação que muitos espíritas dão ao “dai de graça o que DE GRAÇA recebestes” e é bom não dar a menor bola para essas pragas, que geralmente não produzem coisa nenhuma, a não ser infernizar a vida dos outros espíritas que fazem.

Cobrar pela aplicação de um passe é, sim, um absurdo e não podemos admitir. A energia que transmitimos a alguém, na aplicação do passe, nos é dada DE GRAÇA.

Cobrar por uma mensagem espiritual recebida através da mediunidade é, sim, um absurdo e não podemos admitir, porque o dom mediúnico nos é dado DE GRAÇA.

Não podemos cobrar por um atendimento espiritual, em um centro, por participação de pessoas em reuniões mediúnicas, pelas palestras espíritas, etc...

É preciso que o bom senso prevaleça, entre todos os espíritas, visando acabar com essa intolerância histórica, com esse equívoco estúpido que gera tanta inimizade, tanta perseguição, tanta má vontade e tanta falta de respeito ao trabalho dos outros.

Temos que evitar que espíritas continuem a fazer com outros espíritas aquilo que estupidamente, friamente, desumanamente e burramente fizeram com Kardec, no seu tempo. É preferível que façamos aquilo que pregamos EM TEORIA nas tribunas dos centros.

Abração.

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net